A queda do fado
Sabe-se, sem sombra de dúvida, que o maior animal de terra vivo hoje é o elefante.
Esse mamífero monstruoso pesa de 6 a 12 toneladas, dependendo de sua espécie; dispõe de inúmeras espécies de comportamentos sociais, recentemente descobertos, que se assemelham a algumas condutas que nós seres humanos mantemos.
Esses paquidermes ajudam-se uns aos outros, respeitam seus mortos, socializam-se e reconhecem-se no espelho, entre outros comportamentos fofos que faço marcê a não comentá-los.
Cismando hoje de noite, enquanto assistia à TV, alvitrei o seguinte raciocínio: ora, esses animais são enormes e muito pesados; são, sem sombra de dúvida, muito fortes, tanto que raramente se tornam presas de outros animais irracionais - salvo do homem que até os levou a realizar uma chamada "seleção artificial", da qual resultou que animais com presas de marfim menores se tornaram a regra, posto a eliminação cruel e desproporcional realizada pelo, nosso querido, aplaudido e mais uma vez premiado, Homo sapiens -; entretanto, não possuem muita força muscular em suas patas, porque sua estrutura esquelética fornece amparo às pernas sem necessidade de forçar seus músculos, razão pela qual esses seres podem manter-se em pé por horas a fio, sem a necessidade de deitar-se sobre as patas.
Destarte, ante tudo o que usque aqui foi posto, segue-se minha indagação: será que se um elefante tombar, ou seja, quedar no solo com todas as patas para o lado ou para cima, ele conseguirá alçar-se sozinho?
Penso que a resposta seja negativa, pois imagino que a força necessária para içar do solo de 6 a 12 toneladas tenha que ser extremamente robusta e não acho que suas pernas tenham o condão de fazê-lo. Sem contar que não consigo imaginar como ele conseguiria apoiar suas patas no solo, uma vez tombado, haja vista sua pata ter a mesma estruturação de um joelho, da onde se conclui que não há a possibilidade de dobrá-la para o lado, somente para trás; como o meu, o seu, o nosso querido joelhinho.
Se a resposta for afirmativa - sim, o elefante consegue erguer-se sozinho -, devo lhes dizer que restarei impressionado e perplexo deveras, primeiro pela força que esse ser possui e segundo pelas propriedades particulares e encantadoras que seu joelho contém. E, oxalá, um desses bichos me chute, porque se conseguem levantar só com a força das patas entre 6 a 12 toneladas, imaginem o que fariam comigo.
Seguem-se duas outras reflexões:
Primeira: se tombarem, como animais sociais que mutuamente se ajudam, caberá ao resto da manada ajudar o caído a levantar-se, senão morrerá. A não ser que essa sociedade elefântica seja formada por uma manada de filhos-da-puta, que só queiram o melhor para si, não preocupando-se nem reduzidamente com seus semelhantes, deixando-os chafurdar na própria frouxidão, vendo a existência de seu vizinho degringolar e dizendo, por fim, em tom de desdém que o do outro não se lhe incomoda e não lhe diz respeito; que o outro deveria ter tomado mais cuidado, agora ele que se vire. E tudo isso por causa de um simples e ingênuo tropeção.
Segunda: deve ser um desespero ser um elefante e notar que se está andando, sozinho, em um chão molhado coberto de lodo. Imaginem só: escorregou, se fudeu. Qualquer passo em falso, pode e, garanto-lhes, será fatal.
Até mais ver pequenos incautos legentes aloucados.
Esse mamífero monstruoso pesa de 6 a 12 toneladas, dependendo de sua espécie; dispõe de inúmeras espécies de comportamentos sociais, recentemente descobertos, que se assemelham a algumas condutas que nós seres humanos mantemos.
Esses paquidermes ajudam-se uns aos outros, respeitam seus mortos, socializam-se e reconhecem-se no espelho, entre outros comportamentos fofos que faço marcê a não comentá-los.
Cismando hoje de noite, enquanto assistia à TV, alvitrei o seguinte raciocínio: ora, esses animais são enormes e muito pesados; são, sem sombra de dúvida, muito fortes, tanto que raramente se tornam presas de outros animais irracionais - salvo do homem que até os levou a realizar uma chamada "seleção artificial", da qual resultou que animais com presas de marfim menores se tornaram a regra, posto a eliminação cruel e desproporcional realizada pelo, nosso querido, aplaudido e mais uma vez premiado, Homo sapiens -; entretanto, não possuem muita força muscular em suas patas, porque sua estrutura esquelética fornece amparo às pernas sem necessidade de forçar seus músculos, razão pela qual esses seres podem manter-se em pé por horas a fio, sem a necessidade de deitar-se sobre as patas.
Destarte, ante tudo o que usque aqui foi posto, segue-se minha indagação: será que se um elefante tombar, ou seja, quedar no solo com todas as patas para o lado ou para cima, ele conseguirá alçar-se sozinho?
Penso que a resposta seja negativa, pois imagino que a força necessária para içar do solo de 6 a 12 toneladas tenha que ser extremamente robusta e não acho que suas pernas tenham o condão de fazê-lo. Sem contar que não consigo imaginar como ele conseguiria apoiar suas patas no solo, uma vez tombado, haja vista sua pata ter a mesma estruturação de um joelho, da onde se conclui que não há a possibilidade de dobrá-la para o lado, somente para trás; como o meu, o seu, o nosso querido joelhinho.
Se a resposta for afirmativa - sim, o elefante consegue erguer-se sozinho -, devo lhes dizer que restarei impressionado e perplexo deveras, primeiro pela força que esse ser possui e segundo pelas propriedades particulares e encantadoras que seu joelho contém. E, oxalá, um desses bichos me chute, porque se conseguem levantar só com a força das patas entre 6 a 12 toneladas, imaginem o que fariam comigo.
Seguem-se duas outras reflexões:
Primeira: se tombarem, como animais sociais que mutuamente se ajudam, caberá ao resto da manada ajudar o caído a levantar-se, senão morrerá. A não ser que essa sociedade elefântica seja formada por uma manada de filhos-da-puta, que só queiram o melhor para si, não preocupando-se nem reduzidamente com seus semelhantes, deixando-os chafurdar na própria frouxidão, vendo a existência de seu vizinho degringolar e dizendo, por fim, em tom de desdém que o do outro não se lhe incomoda e não lhe diz respeito; que o outro deveria ter tomado mais cuidado, agora ele que se vire. E tudo isso por causa de um simples e ingênuo tropeção.
Segunda: deve ser um desespero ser um elefante e notar que se está andando, sozinho, em um chão molhado coberto de lodo. Imaginem só: escorregou, se fudeu. Qualquer passo em falso, pode e, garanto-lhes, será fatal.
Até mais ver pequenos incautos legentes aloucados.

1 Comments:
mais uma indagação relacionada aos elefantes..
será que um elefante conseguiria rolar? conseguiria ele, através de algum tipo de movimento de seu robusto e pesado corpo, rolar de tal maneira à voltar a ficar sobre suas patas? poderia esta ser a maneira de um elefante salvar-se de um fim trágico resultante de uma ação ignóbil que seria o tropeção?
imagino que não..
Se murió, el mamut se murió..
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